quinta-feira, 22 de setembro de 2011


Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola em SP


Um aluno de 10 anos atirou contra uma professora e depois se matou na tarde desta quinta-feira na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), segundo a prefeitura da cidade.
De acordo com o órgão, o garoto --aluno do 4º ano-- disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, dentro da sala de aula, às 15h50. No momento do disparo, 25 alunos estavam na sala.
Em seguida, segundo informações da prefeitura, o aluno se retirou da sala de aula e disparou nele próprio, na cabeça.
Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, ainda de acordo com a prefeitura da cidade. A professora foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM, mas não se sabe para qual hospital. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.
A escola --de ensino fundamental e médio da rede municipal-- fica na rua Capivari, na altura do número 500, no bairro Nova Gerty.
PM e bombeiros foram enviados ao local para atender a ocorrência.



Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/979363-aluno-de-10-anos-atira-em-professora-e-depois-se-mata-em-escola-em-sp.shtml





Onde é que isto vai parar, hein?! Por que será que presenciamos tantos casos de violência em nossas escolas? A escola é pra ser um lugar onde todos queiram estar, um lugar acolhedor, mas isso não tem acontecido. Diante desses fatos todos, eu só fico me perguntando, onde é que isso vai parar?!??


Aline Archangelo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Iniciativa para o combate ao bullying

Vale a pena conferir o que as escolas estão fazendo para combater essa violência.




Aline Archangelo

Proposta tipifica crime de bullying e fixa pena mínima


 A Câmara analisa o Projeto de Lei 1011/11, do deputado Fábio Faria (PMN-RN), que tipifica o crime de intimidação escolar ou bullying. A proposta prevê pena de detenção de um a seis meses, além de multa, para esses casos.

A pena pode aumentar em casos específicos. Quando houver violência, a pena será de detenção de três meses a um ano e multa, além de sanção já prevista em lei para a agressão física. Se a intimidação envolver discriminação por raça, cor, etnia, religião ou origem, a pena será de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. A mesma pena será aplicada se as vítimas forem pessoas idosas ou com deficiência.

Em qualquer caso, o juiz poderá deixar de aplicar a pena se a própria vítima do bullying tiver provocado a intimidação, de forma reprovável.

 


Definição


Pela proposta, comete crime de bullying aquele que intimida uma ou várias pessoas de forma agressiva, intencional e repetitiva e, a ponto de causar sofrimento ou angústia. O crime é caracterizado se a intimidação ocorrer em ambiente de ensino ou em razão de atividade escolar.

Segundo o autor da proposta,  o número de agressões e atos de discriminação e humilhação vêm aumentando nas escolas brasileiras. “O bullying é uma forma de agressão que afeta a alma das pessoas. Pode provocar nas vítimas um sentimento de isolamento. Outros efeitos são a redução do rendimento escolar e atos de violência contra e si e terceiros”, disse.

Fonte: http://www.dci.com.br





A reportagem não é muito esclarecedora, pois, em se tratando de bullying, acreditamos que a maioria dos envolvidos sejam menores de idade, portanto, a detenção seria na Fundação Casa? Ou isso não se aplica aos menores? Afinal, bullying não é uma violência que acontece somente nos espaços escolares. Este tipo de violência pode acontecer em outros locais como: condomínios, clubes, quartel, empresas, faculdade, etc., isto é, pode acontecer com gente adulta também!  E quando o bullying for praticado por crianças de 7 ou 8 anos, Fundação Casa também?! Complicado...


Bom, mas de qualquer maneira, a reportagem serve para ficarmos atentos ao que está acontecendo. Seria mesmo tão necessária uma lei que prevê detenção àqueles que praticam bullying? Será que prender essas pessoas resolveria o problema? Acha mesmo que privá-las da liberdade iria transformá-la ao ponto de nunca mais agredir, que seja verbalmente, uma pessoa?


Sinceramente, eu acho que não. É preciso dar condições para que essas crianças e jovens pensem no que estão fazendo, que reflitam sobre "que direito é esse que eles acham que têm de ferir, magoar, maltratar os outros". É preciso investir em educação moral, em passar valores como respeito ao próximo, solidariedade e justiça. É preciso agir rápido, com intervenções educativas e não com medidas paliativas.






Um beijo,
Aline Archangelo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como acabar com o bullying na escola?

Olá pessoal,

Este post é para todos que buscam alternativas para acabar com o bullying no ambiente escolar. Há muito o que fazer para combater e também prevenir este fenômeno, e observamos claramente que expor o problema, ou seja, falar sobre ele, conscientizar a todos e fazê-los perceber que o respeito ao próximo é regra primordial de qualquer convivência, com certeza, é o caminho mais rápido para acabar com este mal em nossas escolas.

Um forte abraço,
Aline Archangelo

















Agressores e vítimas formam esquadrão anti-bullying em escola na periferia de São Paulo

É hora do intervalo na escola estadual Jornalista David Nasser, no Capão Redondo, em São Paulo. Ao perceber que um amigo estava sendo ofendido - de novo - por termos como "bicha" e "viadinho", Amanda Soares do Nascimento, 13, resolveu partir para a briga. O grupo agressor revidou e, para não apanhar, Amanda e o amigo sairam correndo. Depois, eles tiveram de ser "escoltados" por um professor para evitar qualquer tipo de vingança. A cena, que era comum há um ano, virou caso raro.

Atualmente, vítimas e agressores fazem parte do mesmo grupo e divulgam pela escola a importância da tolerância e do respeito pela diferença. Dois estudantes de cada classe são escolhidos para integrar esse tipo de esquadrão contra o bullying e outras violências na escola. A ideia é resultado da combinação de dois programas -- o JCC (Jovens Construindo a Cidadania), promovido pela PM (Polícia Militar) e outro, da secretaria estadual de Educação, que institui a figura do professor-mediador [de conflitos] -- por meio de dois profissionais: a professora-mediadora Fabiana Laurentino da Silva e o policial militar Fausto Alves Ramalho.

Pode crer

Os alunos desenvolvem discussões, produção de propagandas e apresentações culturais. Para pôr fim aos maus-tratos, o teatro e a música mostraram-se bastante eficientes. O funk, ritmo apreciado por muitos, ganhou uma letra específica para o tema, redigida pelos próprios alunos. Diz um trecho: “a amizade é muito boa, estamos na escola para aprender. O bullying é muito errado e nisso você pode crer”.
Além de acalmar os ânimos, o contato com a arte e o fato de encontrar meios de se expressar revelou alguns talentos. Gustavo Soares da Rocha, 15, por exemplo, é o centro das atenções com as músicas que toca para difundir ideias de tolerância. Antes do programa, o garoto era o terror da escola -- com histórico de depredação do prédio e brigas com os colegas. "[Fazia aquilo] para fazer graça e ganhar respeito dos outros", conta. "Mas tem outras maneiras de fazer isso", explica.
Até agosto deste ano, o grupo se reunia em horário de aula, mas passou a fazer parte do conjunto de atividades extracurriculares. Os professores e a direção avaliaram que os estudantes não podiam abrir mão desse tempo em classe, apredendo as matérias do currículo.

De agressor a exemplo

Combinando as iniciativas, Ramalho e Fabiana têm trabalhado para tornar os causadores dos maus-tratos em combatentes da violência. Eles aproveitam o potencial de liderança e mobilização dos antigos agressores, usando essas características para evitar o bullying.
Maria Luiza Goes, 13, já experimentou os dois lados. Pernambucana, a menina debochava dos colegas estudiosos, perseguindo-os e chamando-os de "nerds" quando morava no Nordeste. Quando chegou à capital paulista, ela passou à posição oposta: “Fui chamada de nerd várias vezes”, conta. Depois de ter entrado no grupo, ela, que já havia se arrependido do que fazia na antiga escola, tenta passar sua experiência aos outros para que a história não se repita.
A história de Laiane Lopes Neres, 12, é parecida: ela já foi vítima e agressora. Ao representar uma personagem que se enforca por causa das seguidas agressões, a aluna se emociona e chora ao lembrar dos sentimentos que vieram à tona. “Nunca imaginei como seria estar numa situação assim”, afirma.

Diálogo

O grupo sabe de cor o que é bullying: “agressões físicas ou verbais repetidas que podem levar à depressão e até ao suicídio”. A definição, burocrática, ganha outras cores com casos como o de Mateus da Conceição, 13, que fala pelos cotovelos e não tem problemas para se expressar em público. Quem o vê hoje em dia não imagina que já sofreu depressão, parou até de comer e cogitou o suicídio. “Era tão humilhado que perdi a vontade de tudo”, conta. Para descontar a tristeza que sentia, resolveu atazanar um colega. “Puxava o cabelo dele, batia até deixar a cara roxa. Hoje vejo que coisa horrível eu fiz”, conta.
Para esses alunos, o grupo anti-bullying representou o fim de uma longa e triste história. “Agora sei que nunca deveria ter partido para a agressão”, diz Amanda. A intenção é justamente essa: substituir a violência pelo diálogo na resolução dos conflitos entre as crianças e os jovens -- conflitos esses que sempre vão existir.
“Queremos também mostrar à vítima que ela tem com quem contar dentro da escola”, diz Fabiana que sempre tenta colocar agressores e vítimas frente a frente para ajudá-los a resolver os conflitos. Muitas dessas duplas acabam se tornando amigos, como é o caso de Juliana Neres, 15, e Gustavo Soares da Rocha, 15. O garoto costumava xingá-la "por causa dos cadarços coloridos que [ela] usava". Atualmente, eles não se desgrudam e têm o hábito de realizar longos duelos ao estilo Harry Potter.
A turma está pensando agora em promover uma passeata pelo bairro para promover a luta contra o bullying. Eles querem até chamar uma fanfarra para animar a caminhada. Também negociam uma participação no programa “Altas Horas”, da Rede Globo, para mostrar o trabalho desenvolvido. “Vamos levar a discussão a outras escolas e até a países estrangeiros, pois o bullying não é um problema só do Brasil”, diz um dos alunos, apoiado em seguida pelos outros. 

Fonte: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/08/22/agressores-e-vitimas-formam-esquadrao-anti-bullying-em-escola-na-periferia-de-sao-paulo.jhtm

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Outra Alternativa de blog

Para terem acesso a mais conteúdos desenvolvidos pela Semeare - pesquisas, fotos, trabalhos realizados, dicas sobre bullying e mais - acessem também o blog:

www.bullynobullying.blogspot.com


Por enquanto estamos atualizando esse blog...

Abraços a todos!